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DEFESA@NET 04 Agosto 2008
Folha de São Paulo 05 Julho 2008

Operación Jaque

Guerrilha buscou diálogo com Planalto, revela correio


CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
ANDRÉA MICHAEL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Artigos de Zero Hora
- Recebi um representante das Farc no gabinete
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_dossier_1.htm
-
Para presidente da Ajuris, opiniões devem ser respeitadas
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_dossier_2.htm
-
Petistas confirmam relações com grupo
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_dossier_3.htm
-
O flerte da guerrilha com o Planalto
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_dossier_4.htm

Nota DEFESA@NET - Este artigo tem sido usado como defesa pelo governo como prova que as FARC não tinham acesso a membros da Administração Luiz Inácio

E-mails obtidos pela Folha do computador de Raúl Reyes, o número dois das Farc morto em bombardeio colombiano no Equador em março, revelam a preocupação da guerrilha em abrir espaços de interlocução no PT e no governo Lula.

A troca de mensagens entre dirigentes das Farc indica dificuldade de acesso da guerrilha à cúpula do poder em Brasília. E, apesar, de sugerir a simpatia de alguns militantes e assessores, não mostra uma relação institucional do Palácio do Planalto com o grupo colombiano.

Em e-mail de 14 de abril de 2007, o ex-padre Olivério Medina, "embaixador" das Farc no Brasil, relata a Reyes um suposto encontro com Selvino Heck, fundador do PT e assessor especial de Mobilização Social de Lula. Diz que Heck entregou carta de Reyes ao presidente, agradece "a proteção internacional" e conta que ele lhe deu o e-mail do chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho: "Este amigo também ajudou bastante". Heck e Carvalho negam contato com Medina.

Segundo a Folha apurou, a correspondência que cita brasileiros foi entregue no final de abril ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na troca de mensagens, entre 1999 e 2008, os representantes das Farc no exterior relatam a Reyes suas ações para angariar apoio.

Os "embaixadores" da guerrilha, por diversas vezes, sugerem desfrutar de suposto acesso à cúpula em Brasília. A lista de brasileiros citados tem cerca de 60 nomes, entre vereadores, deputados, senadores, acadêmicos, juízes, procuradores e ministros. São citados, além do PT, PDT, PCdoB e PSol. Reunião

"Falei com Selvino Heck. É um companheiro sincero. Comentou que havia entregado a Lula a carta que a Empresa (as Farc) lhe enviou pela reeleição", escreve Medina. "Agradeci-lhe a proteção internacional. Contei-lhe onde e em que evento conheci Lula." Em 17 de janeiro, Medina comenta sobre a preparação de um suposto encontro com Lula, no Rio. Por meio de sua assessoria, Lula disse que "não manteve contato pessoal, ou por intermédio de assessores, com as Farc".

Em junho de 2005, mês da renúncia do ministro José Dirceu (Casa Civil), a correspondência é intensa. Em e-mail do dia 4, José Luis, da comissão internacional das Farc, diz a Reyes que se reuniu com o jornalista Breno Altman, como suposto representante Dirceu. Altman confirma que contatou José Luis em Havana naquele mês. Mas nega que tenha usado o nome de Dirceu.

No dia 12, Reyes responde que deseja receber visita de um porta-voz brasileiro. Quatro dias depois, expede conclusões tiradas da reunião com "o enviado de Dirceu": que o governo Lula "aceita a presença discreta de Olivério no país".

Enquanto rende elogios a Dirceu, Reyes desanca o assessor de Lula para assuntos internacionais: "São inocultáveis as manobras dos especialistas em nos barrar no Foro de São Paulo e outros cenários. Nisso está uma parte do PT com o inefável Marco Aurélio [Garcia]".

Heck disse que foi procurado no fim de 2005 por movimentos pelo direitos humanos, "que denunciavam as péssimas condições de prisão" em que estava Medina, que aguardava o julgamento do processo de extradição. Ele comunicou a situação a Carvalho, que intercedeu.

"Solicitei a intervenção de nossa Secretaria de Direitos Humanos, que tomou providências para que o prisioneiro tivesse condições minimamente adequadas", explicou Carvalho. Para ele, a "gratidão que o padre Medina manifesta em suas mensagens só pode estar relacionada a estes fatos". Marco Aurélio Garcia nega contatos com grupo, mas cita "negociações discretas"

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Apesar das declarações da ex-refém das Farc Ingrid Betancourt, o governo brasileiro negou ontem contatos com a guerrilha. Mas, segundo o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, houve "muitas negociações discretas".

O Itamaraty, por meio da assessoria, disse que o governo brasileiro ofereceu ajuda para que houvesse a libertação dos seqüestrados e um diálogo entre as partes. Lembrou, inclusive, que foi oferecido o território brasileiro para que as negociações ocorressem. Mas, outra vez, o Itamaraty negou ter contato com o grupo guerrilheiro.

Marco Aurélio, que não quis fazer ontem novos comentários sobre o tema, dissera na véspera, em entrevista à TV Brasil, que o governo brasileiro não tem relações com as Farc. Porém afirmou à emissora que o país sempre interveio nessa situação quando demandado.

"Fizemos muitas negociações discretas, coisas que são mais eficazes se fizermos de forma discreta. Continuaremos tendo iniciativas discretas, mas tínhamos um problema fundamental que os franceses não tinham, os venezuelanos não tinham... não tínhamos nenhum contato com as Farc. Os franceses tinham, os venezuelanos tinham. Isso então facilitava muito mais a negociação por parte destes dois governos com este grupo guerrilheiro. Não era o nosso caso", disse ele.

O assessor especial, ainda à TV Brasil, também disse que o PT, em "determinados fóruns multilaterais", conviveu com organizações de esquerda, inclusive as Farc. Mas que, no entanto, a guerrilha se afastou.

O presidente Lula irá à Colômbia nos dias 19 e 20 para uma reunião com empresários e para as comemorações do dia da independência daquele país, quando deverá se encontrar com o presidente Álvaro Uribe.

Lula negou atuação do Brasil em negociação com as Farc: "Não é problema para o Brasil intervir, porque o Brasil respeita a soberania da Colômbia".

DEFESA@NET

Militares encarnaram personagens em resgate de reféns - EFE http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_3.htm

La Operación que dejó out a Chávez - Por EDGAR C. OTÁLVORA - Zeta 04 Julho 2008
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_2.htm

Apresentação OPERACIÓN MILITAR “JAQUE” 3,8 MB pdf MinDef Colombia
http://www.defesanet.com.br/docs1/operacion_jaque.pdf

Esta operación no tiene antecedentes en el mundo”
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque.htm

La Victoria de Uribe - Por Edgar C. Otálvora
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_1.htm

   
   
 

 

 

 

 

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