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DEFESA@NET 02 Agosto 2008
Zero Hora 01 Agosto 2008

Operación Jaque

O flerte da guerrilha
com o Planalto

HUMBERTO TREZZI

Recebi um representante das Farc no gabinete
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_dossier_1.htm

Para presidente da Ajuris, opiniões devem ser respeitadas
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_dossier_2.htm

Petistas confirmam relações com grupo
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_dossier_3.htm

O flerte da guerrilha com o Planalto
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_dossier_4.htm

Uma constelação de integrantes do governo brasileiro e do PT tem mantido diálogos freqüentes com a maior guerrilha colombiana, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Quem afirma é a revista semanal colombiana Cambio, em edição que chegou às bancas ontem. As conversas incluem promessas de intermediação para que os guerrilheiros consigam status diplomático.

Em reportagem de capa intitulada "Dossiê Brasil", o semanário Cambio divulga trechos do que seriam 85 e-mails trocados entre Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional das Farc, e outros integrantes da guerrilha. Entre esses, Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como padre Olivério Medina ou Cura Camilo (Padre Camilo), que atua como delegado das Farc no Brasil. As conversas, supostamente encontradas num laptop pertencente a Reyes, mencionam integrantes do PT e até Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Cambio ressalva que nenhum dos funcionários brasileiros enviou mensagens a algum dos membros do grupo guerrilheiro" e considera os e-mails "apenas indícios" de um possível comprometimento do governo Lula com as Farc. Os e-mails teriam sido localizados pelos militares que mataram Reyes, membro do secretariado-geral das Farc. As mensagens foram trocadas entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008.

Reyes - cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia e que foi morto por tropas colombianas em solo equatoriano, em 1º de março - menciona nos e-mails "cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro (secretário-geral de ministério), cinco deputados, um vereador e um desembargador brasileiros", contabiliza a revista.

O desembargador é o gaúcho Rui Portanova, que atua na 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Conforme a revista, em 19 de abril de 2001 um integrante das Farc de codinome Mauricio Malverde informa, por e-mail, a Reyes que "o juiz superior Rui Portanova, amigo nosso, nos solicitou que deseja ir aos acampamentos para receber instrução e conhecer a vida das Farc. Custeia sua viagem". O desembargador confirma que se ofereceu para conhecer as Farc.

Portanova não é o único rio-grandense mencionado nos supostos e-mails. Nas mensagens, Medina afirma ter mantido contatos com o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e o assessor presidencial Selvino Heck, ambos gaúchos e ligados ao PT. Sobre Garcia, um dos e-mails de Medina a Reyes, sem data conhecida, afirma: "Estive falando com a deputada federal Maria José Maninha. Acertamos que ela vai me abrir caminho rumo ao Presidente, via Marco Aurelio García".

Em outro e-mail, de 23 de fevereiro de 2007, Medina informa a Reyes: "É possível que me visite um assessor de Lula, chamado Selvino Heck, que junto com Gilberto Carvalho tem sido outro que tem nos ajudado bastante".

Medina, autor da maioria dos e-mails enviados a Reyes desde o Brasil, foi preso em São Paulo em agosto de 2005. Vivia em território brasileiro havia oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial, por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a ele o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia.

Entre os interlocutores de Medina, segundo a revista Cambio, estariam o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, a deputada distrital brasiliense Erika Kokay (PT), além de Gilberto Carvalho. Também são mencionados nos e-mails o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano.

Assessor de Lula condenou métodos de guerrilheiros

Algumas mensagens foram escritas durante as negociações de paz, que resultaram na criação - 1998 e 2002 - de uma área de 42 mil quilômetros quadrados liberada para atuação da guerrilha, em San Vicente del Caguán. Os guerrilheiros recebiam ali simpatizantes de vários países.

Entre os que moravam na "zona liberada" estavam o líder máximo das Farc, "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", que foi morto em março deste ano. E o chefe militar das Farc, "Mono Jojoy", cujo nome verdadeiro é Jorge Briceños.

A reportagem diz que as mensagens "revelam a importância do Brasil na agenda externa das Farc". A revista diz que a guerrilha aproveitou a chegada de Lula e do influente PT ao poder "para alcançar as mais altas esferas do governo".

Em depoimento em abril à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, Garcia disse repudiar os métodos usados pelas Farc, como seqüestros, ataques terroristas e uso de dinheiro do narcotráfico. Garcia classificou como "fantasiosa" a reportagem, mas não negou o conteúdo das mensagens.

DEFESA@NET

Militares encarnaram personagens em resgate de reféns - EFE http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_3.htm

La Operación que dejó out a Chávez - Por EDGAR C. OTÁLVORA - Zeta 04 Julho 2008
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_2.htm

Apresentação OPERACIÓN MILITAR “JAQUE” 3,8 MB pdf MinDef Colombia
http://www.defesanet.com.br/docs1/operacion_jaque.pdf

Esta operación no tiene antecedentes en el mundo”
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque.htm

La Victoria de Uribe - Por Edgar C. Otálvora
http://www.defesanet.com.br/al1/co_jaque_1.htm

   
   
 

 

 

 

 

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