| Operación
Jaque
 |
Para
presidente da Ajuris, opiniões devem
ser respeitadas |
A
citação do desembargador gaúcho
Rui Portanova na reportagem que aponta conexões
das Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc) no Brasil provocou reação
cautelosa de seus colegas no Judiciário.
Procurado
por Zero Hora, o Tribunal de Justiça do Estado,
por meio da assessoria de imprensa, afirmou que
não se manifestaria sobre o caso por avaliar
que se trata de tema de foro íntimo. O silêncio
se repetiu na Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB) e no Conselho Nacional de Justiça
(CNJ).
Amigo
de desembargador foi surpreendido por notícia
Apenas
o presidente da Associação dos Juízes
do Rio Grande do Sul (Ajuris), Carlos Marchionatti,
aceitou se posicionar sobre a proximidade de Portanova
com os guerrilheiros. Segundo ele, cada brasileiro
tem o direito de ter opinião e ideologia,
o que, para ele, deve ser respeitado.
-
Como presidente da Ajuris, reafirmo que nossa Constituição
promove a solução pacífica
de conflitos. A situação da Colômbia
deve ser resolvida pelo povo colombiano - afirmou
Marchionatti.
Um
desembargador aposentado e amigo de Portanova se
mostrou surpreendido com os contatos do magistrado
com os representantes das Farc. Ele afirmou que
Portanova é um profissional respeitado nacionalmente
por suas posições favoráveis
a um Judiciário mais sensível às
questões sociais.
-
É considerado um magistrado extraordinário
e avançado.
|