Argentina
importará tecnologia chinesa
para produzir equipamentos militares
(Nota Min Defensa Argentina)
Pequim, 22 Ago (EFE).-
O Governo da Argentina analisa a possibilidade de
fabricar no país equipamentos militares chineses
com "certo grau de transferência tecnológica",
visando o mercado regional, em sua estratégia
de reforçar as relações bilaterais
com a China, informou hoje a ministra da Defesa,
Nilda Garré.
"Estamos trabalhando
com caminhões e helicópteros. Analisamos
a possibilidade de instalação de empresas
(chinesas) na Argentina para fazer a produção
e criar postos de trabalho no país",
afirmou hoje Garré em entrevista à
Efe.
A produção
seria feita com "certo grau de transferência
tecnológica", ou seja, primeiro se encaixariam
os equipamentos na Argentina, para depois produzir.
Garré está
em Pequim desde o dia 19, na primeira visita de
um ministro da Defesa argentino à China.
A cooperação
tecnológica e científica foi um dos
aspectos principais das reuniões que Garré,
que retorna na quinta-feira à Argentina,
manteve na China com o ministro da Defesa chinês,
Cao Gangchuan, e o vice-presidente do Legislativo,
Gu Xiulian.
A colaboração
estava prevista no memorando de entendimento assinado
em maio por Garré e Cao em Buenos Aires e
que incluía também a troca de visitas
e a colaboração em operações
de manutenção de paz.
Os primeiros oficiais
chineses começarão a treinar na Argentina
em 2008, ressaltou.
Pequim e Buenos
Aires se tornaram parceiros estratégicos
em 2004 e, atualmente, a Argentina é um dos
países latino-americanos e caribenhos que
registram superávit com a China.
"O compromisso
argentino em todos os fóruns internacionais
com a política de uma só China e a
não aceitação das manobras
independentistas de Taiwan é algo que a China
aprecia muito. E nós também agradecemos
seu permanente apoio a nossa reivindicação
das ilhas Malvinas", ressaltou a ministra.
Após a ditadura
militar (1976-1983), a Argentina iniciou uma profunda
reestruturação de suas Forças
Armadas para submetê-las ao poder civil, com
reformas como a incorporação da mulher
e a submissão dos militares à Justiça
civil.
No entanto, o Orçamento
da Defesa é um dos mais baixos da região,
com 0,8% do Produto Interno Bruto, embora Garré
confia em que em 2008 chegue a 1,1%.
A ministra lidera
uma delegação formada pelo secretário
de Planejamento da Defesa, Óscar Cuattromo;
o chefe de Gabinete de Assessores, Raúl Garré,
e o chefe de Aviação do Exército,
coronel Gustavo Serain.
Garré y el vicepresidente de la Comisión
Militar Central, Cao Gangchuan
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