COBERTURA ESPECIAL - America Latina - Geopolítica

05 de Dezembro, 2012 - 17:40 ( Brasília )

Vinte guerrilheiros das FARC mortos em bombardeio militar


José Bautista


Pelo menos 20 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) morreram em um bombardeio militar contra acampamentos ilegais dessa guerrilha na zona rural do estado de Nariño (sudoeste, fronteira com o Equador), confirmou à AFP, em 2 de dezembro, um alto comando militar.

“Pelo rigor do ataque sobre (o vilarejo) Los Arrayanes, presume-se que tenham morrido pelo menos 20 guerrilheiros da coluna móvel Mariscal Sucre, das FARC”, disse o General Leonardo Barrero, chefe do Comando Conjunto Suroccidente, formado por unidades do Exército, da Força Aérea e da Força Naval.

Na madrugada de 1º de dezembro a Força Aérea bombardeou três acampamentos das FARC no município de Ricaurte, na selva, onde “foram encontrados seis corpos até o momento”, entre eles o de um comandante conhecido como “Guillermo el Pequeño”, acrescentou o General Barrero.

“Este duro golpe foi resultado de uma operação conjunta entre várias Forças Armadas. Essa coluna aterrorizava os habitantes, camponeses e indígenas da região com assassinatos, extorsões, violações”, disse Barrero por telefone.

O General Jorge Alberto Segura, comandante da Terceira Divisão do Exército, explicou à mídia local que “Guillermo el Pequeño” pertencia há mais de 25 anos a essa guerrilha e, de acordo com sua versão, à coluna Mariscal Sucre, e cometeu ainda dezenas de assassinatos, extorsões, além de ser o responsável pelo tráfico de cocaína em Nariño.

Autoridades regionais e agentes da Promotoria fazem no momento o levantamento dos corpos e o registro do material de comunicações e de guerra apreendidos na região.

As mortes desses cerca de 20 guerrilheiros somam-se às mortes de quatro subversivos das FARC no dia 1º de dezembro em dois povoados do estado de Meta (centro), durante um cessar-fogo unilateral decretado por essa guerrilha em função dos diálogos de paz com o governo colombiano em Havana (Cuba).

Atualmente as conversações estão em recesso iniciado em 29 de novembro e que termina em 5 de dezembro.