COBERTURA ESPECIAL - America Latina - Geopolítica

28 de Setembro, 2012 - 16:00 ( Brasília )

Informe Otálvora - Colombianos da indústria petrolífera patrocinam reunião Santos-Capriles

Assessor eleitoral de Lula pode ver seus clientes da Venezuela e São Paulo perderem eleição no mesmo dia

Edgar C. Otálvora
Noticiasclic.com
Tradução: Gustavo Nardon
Desfesanet Agência de Notícias

 

O governo de Hugo Chávez, em Cuba, delegou atendimento às comunidades indígenas na Amazônia e Orinoco venezuelanas. A informação vem de um tweet feito por Cliver Alcalá, um general-maior do Exército estreitamente ligado a Hugo Chávez e que atualmente ocupa o cargo de Comandante da Defesa Integrada Guayana.

Apesar de seu status como um oficial ativo, Alcalá é um habitual propagandista político do governo Chávez, usando sua conta no Twitter. Após a queixa, ainda não esclarecida, que garimpeiros efetuaram um ataque contra uma comunidade Yanomami julho passado,  Alcalá, na quinta-feira passada (20), twittou o seguinte: "a Missão de saúde, esportes, educação #Cuba atende as comunidades do Alto Orinoco #Amazônia #Venezuela".

Causou uma grande surpresa, inclusive em figuras da oposição venezuelana, o anúncio de Henrique Capriles, na noite do dia 18 de setembro, de que no dia seguinte seria recebido em audiência pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em Bogotá.

O encontro Santos-Capriles foi o plano cuidadosamente executado por ambas as partes. O pedido de Capriles de ser recebido por Santos foi patrocinado por empresários do próspero mundo petroleiro da Colômbia. O presidente Santos concordou em receber o candidato venezuelano sob várias condições: a discrição de Capriles em fazer declarações à imprensa que poderia ocasionar um choque eleitoral venezuelano, levado até Bogotá e que a reunião seria privada. Hugo Chávez foi relatado anteriormente sobre a decisão de Santos de que Bogotá abri-se as portas do Palácio de Nariño para Capriles.

Capriles preparou o caminho para o encontro com Santos ao mostrar o apoio que dará, para chegar à presidência da mesa de negociações entre o governo Santos e as FARC. Os assuntos da Venezuela que interessam o governo colombiano (cooperação policial-judicial, comércio bilateral e as negociações com as FARC) serão mantidos por Capriles. O candidato da oposição, em várias ocasiões, salientou a sua preferência para o papel da Venezuela andina (sob a responsabilidade da Comunidade Andina das Nações) antes de ele dar uma amazônia venezuelana amarrada aos gigantes da América do Sul, o que é agradável a Bogotá.

Criar um tribunal penal sul-americano é o objetivo dos governos de Hugo Chávez e Rafael Correa. Assim como muitos planos da aliança Havana-Caracas e de seus aliados, a materialização deste projeto está congelada até os resultados das eleições venezuelanas em 7 (sete) de outubro.

O objetivo do tribunal criminal seria substituir a Corte Interamericana de Direitos Humanos e, eventualmente, o Tribunal Internacional de Justiça. A idéia está em consonância com a decisão do governo Chávez em denunciar a Convenção Americana sobre Direitos Humanos à OEA em 10 (dez) de setembro, em um longo comunicado assinado pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, em 6 (seis) de setembro.

Em 5 (cinco) de setembro, reuniram-se em Caracas o ex-embaixador e atual procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga Zambrano e a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz Geral. Chiriboga, assim como Ortega, foram nomeados em seus cargos por sua lealdade ao governo de Rafael Correa e Hugo Chávez, sendo que as ações, dos dois presidentes,  estão diretamente relacionadas a seus planos políticos.

O tema central do encontro Ortega-Cririboga, foi criação de um tribunal penal na Unasul terá como seu foco na luta em crimes transfronteiriços. Nos círculos diplomáticos da América do Sul, é dito que, seguindo a proposta do governo de Correa com uma intenção nada escondida, de substituir a Corte Interamericana de Direitos Humanos por uma instância sub-regional politicamente complacente.

As Farc poderiam solicitar que a Venezuela abandoná-se seu papel de companheiro negociações que começam em outubro na Noruega e devem continuar em Havana. Caso haja uma mudança de governo na Venezuela, a guerrilha colombiana teria de escolher um governo esquerdista para assumir o papel de companheiro no governo de direita do Chile. O corpo diplomático sul-americano especula que Brasil, ou Equador, será chamado para ocupar o lugar de Hugo Chávez na mesa de negociações do acordo de paz entre o presidente Santos e Tymoshenko, comandante das Farc.

O assessor de Lula

Em 5 (cinco) de setembro, reuniram-se em Caracas o ex-embaixador e atual procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga Zambrano e a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz Geral. Chiriboga, assim como Ortega, foram nomeados em seus cargos por sua lealdade ao governo de Rafael Correa e Hugo Chávez, sendo que as ações, dos dois presidentes,  estão diretamente relacionadas a seus planos políticos.

O tema central do encontro Ortega-Cririboga, foi criação de um tribunal penal na Unasul terá como seu foco na luta em crimes transfronteiriços. Nos círculos diplomáticos da América do Sul, é dito que, seguindo a proposta do governo de Correa com uma intenção nada escondida, de substituir a Corte Interamericana de Direitos Humanos por uma instância sub-regional politicamente complacente.

As Farc poderiam solicitar que a Venezuela abandoná-se seu papel de companheiro negociações que começam em outubro na Noruega e devem continuar em Havana. Caso haja uma mudança de governo na Venezuela, a guerrilha colombiana teria de escolher um governo esquerdista para assumir o papel de companheiro no governo de direita do Chile. O corpo diplomático sul-americano especula que Brasil, ou Equador, será chamado para ocupar o lugar de Hugo Chávez na mesa de negociações do acordo de paz entre o presidente Santos e Tymoshenko, comandante das Farc.