COBERTURA ESPECIAL - America Latina - Geopolítica

10 de Agosto, 2012 - 00:30 ( Brasília )

Bolívia - Evo Morales ordena criar um Exército “temido pelo Império”

Nas comemorações dos 187 Anos das Forças Armadas Bolivianas o Presidente "declara guerra ao Império"

Texto Prensa Latina
Fotos ABI

O presidente do Estado Plurinacional da a Bolívia, Evo Morales Ayma,  afirmou nesta terça-feira (7) que as Forças Armadas Bolivianas são anti-imperialistas, anticapitalistas e anticolonialistas, durante a parada militar na cidade de Trinidad, no estado amazônico de Beni,  como parte da comemoração pelos 187 anos da formação das Forças Armadas.

O primeiro presidente“del Estado Plurinacional”, Evo Morales Ayma, participou do  Desfile Militar, Indígena  e Campesino, em homenagem aos 187 anos das Forças Armadas.

As Forças Armadas surgem antes da fundação da República, durante as grandes guerrilhas pela independência, os levantes indígenas e de outros setores que lutaram pela liberação e independência da pátria, destacou Morales em discurso anterior ao desfile.

"Se as Forças Armadas nascem de uma luta contra o colonialismo devemos ter tropas com princípios anticolonialistas, porque o colonialismo é a base do imperialismo e este é o instrumento do capitalismo”, apontou.

"A parada militar é um desfile do povo boliviano”, enfatizou o mandatário em seu discurso. “Queremos Forças Armadas que sejam respeitadas, amadas e queridas por seu povo, porém temidas pelo imperialismo norte-americano”, agregou.

 O presidente destacou a importância da unidade para garantir a dignidade, igualdade e liberdade frente ao imperialismo e ao capitalismo, e recordou como no passado, quando imperava a Embaixada dos Estados Unidos e a DEA (agencia antinarcóticos do país).

 “Agora, sem Embaixada dos Estados Unidos, sem DEA norte-americana, nossas Forças Armadas têm dignidade e são respeitadas, afirmou o mandatário, e acrescentou que o mesmo acontece com a economia, que, sem o Fundo Monetário Internacional, agora, economicamente o país está muito melhor que antes”.

 Do desfile militar, no qual foi possível observar manobras de pilotos da Força Aérea no comando de 25 aviões , incluindo 6 treinadores K-8  recebidos da China , e 12 helicópteros, participaram mais de cinco mil pessoas, entre militares, trabalhadores, campesinos, membros de organizações sociais e representantes de povos indígenas.


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