COBERTURA ESPECIAL - America Latina - Geopolítica

09 de Janeiro, 2018 - 11:50 ( Brasília )

Colômbia mobiliza 2.000 soldados para combater tráfico no sudoeste do país


As forças militares da Colômbia iniciaram nesta segunda-feira uma gigantesca operação para mobilizar 2.000 soldados para Tumaco, cidade do litoral do Pacífico, com o objetivo de combater o narcotráfico que transformou em um barril de pólvora essa região do sudoeste do país, informaram fontes oficiais.

"De maneira simultânea transportamos 2.000 militares armados, equipados e treinados para combater as ameaças no departamento de Nariño", do qual Tumaco faz parte, indicou a Força Aérea Colombiana (FAC) em sua conta do Twitter.

O transporte de tropas do exército, da força aérea e da marinha começou nesta madrugada a bordo de oito aviões Hércules que partiram do Forte Militar Tolemaida, no centro do país, e se estima que termine já na parte da noite.

Os 2.000 soldados farão parte da operação "Éxodo 2018", que busca combater a insegurança reinante em Tumaco, que tem o segundo maior porto da Colômbia sobre o Pacífico e de onde saem toneladas de cocaína a cada ano em direção à América Central, México e Estados Unidos, segundo as autoridades.

Além disso, nesse município, com 23.148 hectares, está 16% dos cultivos de coca da Colômbia que, segundo um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), ocupam um total de 146.000 hectares no país.

A situação na região se agravou no último mês de outubro quando foram assassinados sete camponeses que protestavam em Tandil, um remoto ponto de Tumaco, contra a erradicação de cultivos de folha de coca, fato que inicialmente foi atribuído pelas autoridades a uma das dissidências das Farc.

No entanto, o governo nacional abriu uma investigação devido às acusações dos aldeões contra a força pública e, no final de dezembro, a Procuradoria Geral da Nação decidiu indiciar um oficial da polícia e outro do exército por essas mortes.

Dias depois desse massacre, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou ao diretor da Polícia Nacional, general Jorge Hernando Nieto, a transferência de 102 membros dessa instituição destinada em Tumaco por excessos cometidos nas operações sob sua responsabilidade.



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