COBERTURA ESPECIAL - America Latina - Geopolítica

10 de Agosto, 2014 - 15:43 ( Brasília )

INFORME OTÁLVORA - Chavistas influenciam o Congresso Americano

O governo venezuelano valeu-sa da empresa CITGO para freiar a aprovação de sanções a funcionários por delitos contra os direitos humanos

 

Matéria em Espanhol

Tentáculos chavistas penetran en el Congreso de Estados Unidos Link

O editor


 


EDGAR C. OTÁLVORA / ANALISTA
@ecotalvora


Pesquisas de intenção de voto no Brasil não se alteram. A pesquisa IBOPE publicada quinzenalmente,  entre 02 e  07AGO14, teve a a presidente Dilma Rousseff pela primeira vez com um imóvel de 38%. O adversário social-democrata, Aécio Neves, aumentou um ponto percentual simbólico.

O mês de agosto, com uma programação intensa de TV e rádio, será vital para Aécia Neves tornar-se conhecido e aumentar  o seu apoio. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado pelo jornal El País, de Madrid 03AGO14, disse que "ainda é cedo, mas há fortes indícios de que o PT vai perder a próxima eleição." Apesar do entusiasmo da candidatura de Cardoso, Aécio Neves não decolou e suas chances de sucesso são, por enquanto, apenas extrapolações estatísticas.

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O governo venezuelano supostamente usou a empresa CITGO para parar a aprovação de sanções contra ele por parte dos Estados Unidos.

Na sexta-feira, 01AGO14, diversos meios de comunicação deram como fato, que o projeto de lei S.2142.  "Um Ato para a proteção dos direitos humanos e da sociedade civil na Venezuela", seria considerado e aprovado pelo plenário do Senado Americano.

O procedimento para a aprovação seria uma via rápida, sem discussão do texto ao qual é necessário que nenhum senador apresente objecções preliminares para o projeto.

Naquela sexta-feira foi uma data crítica para a última sessão antes do recesso parlamentar. Os defensores da lei, o democrata Robert Menendez (Nova Jersey) e o republicano Marco Rubio (Flórida), tinha conseguido desbloquear várias objeções dos senadores, mesmo eliminando o texto de um orçamento para "apoiar" a democracia na Venezuela.

O projeto de lei não poderia ser apresentada por causa da súbita aparição, na quinta-feira, 31JUL14, de uma objeção da senadora Mary Landrieu, Democrata/ Estado Louisiana. Landrieu foi capaz de bloquear a adoção de um projecto de sanções contra altos funcionários venezuelanos marcado por violações dos direitos humanos. Asenadora preside o Comitê de Energia e Recursos Naturais do Senado dos Estados Unidos.

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A Senadora Landrieu, eleita desde 1997, bloqueou a via rápida para as sanções  contra oficiais venezuelanos acusados de infração de direitos humanos, alegando que a aprovação poderia afetar o emprego no estado que ela representa. Landrieu, que está em campanha para reeleição, disse que a adoção de sanções contra funcionários chavistas poderia ter um "impacto negativo" sobre as importações de refinaria de petróleo, localizada em Lake Charles, recebe da Venezuela, o que afetaria o emprego de 2.000 trabalhadores .

A refinaria, que se refere Landrieu, pertence à empresa CITGO, de propriedade do governo venezuelano. Em outras palavras, de acordo com o argumento de Landrieu, o Governo da Venezuela, supostamente, não iria enviar óleo para a sua própria refinaria, se aprovada a a lei de sanções contra seus  oficiais.

Várias fontes indicam que a senadora Landrieu mantém laços estreitos com a empresa CITGO, que atuou no passado como agente política de Chávez nos EUA. A empresa CITGO está na lista, como contribuindo para a atual campanha da reeleição Landrieu, e o nome da senadora aparece em comunicados de imprensa, como assistente de atividades sociais promovidas pela empresa.

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Um relatório assinado por Byron Tau, 07AGO14, publicado no site Politico, revela aspectos da manobra de Chávez em Washington. Tau teve acesso a várias mensagens entre a senadora Landrieu e funcionários de seu escritório e a empresa CITGO.

Nesses e-mails, fica claro que  que o bloqueio da lei sanções foi o resultado de uma estratégia coordenada entre a Senadora Landrieu e a Citgo é clara.

O escritório de Landrieu teria mantido constantemente informada a CITGO sobre  as discussões dentro da Comissão de Relações Exteriores do Senado, durante a quinta-feira, 31JUL14, quando procurava-se desbloquear a aprovação.

A CITGO teria fornecido ao escritório de Landrieu  o argumento pelo qual a Senadora se opôs à rápida adoção de sanções. Confirmando dados publicados a partir de outras fontes, incluindo o Center for Responsive Politics, o jornalista Tau diz que o governo venezuelano, através de CITGO, contrataram o serviço das empresas de lobby Squire Patton Boggs e Cornerstone Government Affairs.

A contratação teria coincidido com o início dos trabalhos no Congresso dos Estados Unidos, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados para aprovação de leis punitivas contra altos funcionários venezuelanos.

De acordo com o Tau, a senador Landrieu mantém longa relação com Squire Patton Boggs, uma das firmas de lobby contratadas pela CITGO. O escritório de Landrieu negou que estas empresas participaram no assunto referente àedição de sanções contra a Venezuela, que se for verdade, significaria que CITGO operou diretamente com a Senadora, conforme documentado Tau. A lei de sanções terá de esperar até que o plenário do Senado inclu-a em sua agenda, em setembro. Em paralelo, o governo Maduro está considerando vender a  CITGO, com o que perderia um de seus braços políticos dentro dos EUA, para não mencionar uma importante fonte de renda.

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Enquanto no Congresso dos EUA continuam emconsideração leis para impor sanções aos funcionários venezuelanos, o governo Obama amparado pela " Immigration and Nationality Act"  procedeuadministrativamente, em 30JUL14, para incluir um grupo de funcionários do governo da Venezuela na lista daqueles não podem entrar nos Estados Unidos.

A decisão, assim como a lista dos nomes, foi revelada por funcionários do Departamento de Estado para os membros das Comissões de Relações Exteriores de ambas as casas do Congresso. Na manhã do dia 04AGO14, em uma entrevista com a estação de Bogotá "W Radio", o subsecretário adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, John Feeley, forneceu informações adicionais sobre as sanções.

Ele explicou que não era uma medida que afetaria  "o povo da Venezuela”, mas medidas específicas  para impedir a entrada nos Estados Unidos de vinte e quatro agentes venezuelanos (funcionários), principalmente militares, "acusados de" violações de direitos humanos ". A lista inclui ministros, funcionários da justiça, incluindo juízes,membros da Guarda Nacional Bolivariana, funcionários da polícia política SEBIN, estariam na lista dos EUA acusados de "repressão sistemática das forças democráticas contrérias ao Governo."

Segundo Feeley, que é um veterano diplomata especializado em América Latina, para a decisão de estabelecer essas sanções foram consultados  os governos de Dilma Rousseff (Brasil) e Juan Manuel Santos (Colômbia).

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Pela primeira vez nos últimos 50 anos, a inauguração de um presidente colombiano não é acompanhada por altos funcionários e personalidades venezuelanas. A representação da Venezuela para a cerimônia de posse de Juan Manuel Santos, a 07AGO14, foi uma das de menor nível diplomático entre todos os países sul-americanos. Guiana, Peru, Equador e Paraguai foram representados por seus chefes de Estado. Brasil, Argentina e Uruguai enviaram seus respectivos vice-presidentes.

Em vez disso, Nicolas Maduro, que fez pública a sua decisão no último minuto,  se absteve de enviar à Bogotá o vice-presidente ou o chanceler,  delegando a  sua representação a um de seus ministros.

A ausência de Maduro, em Bogotá, causou surpresa já que assuas relações com o presidente colombiano estão em bom termo. Eles realizaram uma reunião, acompanhado por vários ministros, em 01AGO14, na cidade de Cartagena, na costa caribenha da Colômbia.

A reunião Santos-Maduro foi realizada no Hilton Hotel, sob estritas medidas de segurança que envolveram a proibição de condução de moto por toda a cidade, e o fechamento das ruas que cercam o hotel.

Nas ruas circundantes, um grupo de manifestantes com bandeiras e slogans rejeitou a presença de Maduro, na Colômbia. No dia anterior, o partido do ex-presidente e Senador Alvaro Uribe havia emitido um comunicado para "rejeitar a visita à Colômbia  do Sr. Nicolas Maduro".

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Em meio ao s atos da posse de Santos, em Bogotá, havia um rumor sobre a causa provável da ausência de Maduro. O forte esquema de segurança em torno do Palácio de Nariño espaços e do Capitólio, em Bogotá, incluindo um grande número de atiradores de eleite (snipers), nos telhados  da área histórica de Bogotá, não teriam sido capazes de convencer o herdeiro de Chávez, que aparentemente estava relutantes departicipar de uma cerimônia aberta.

A paranóia desenvolvido por Hugo Chávez, estimulada pelsoirmãos Castro e por alguns analistas parecem dar sinais, em Maduro.