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Programa
VBTP-MR
Entrevista com o Sr. General-de-Exército
Darke Nunes de Figueiredo, Chefe
do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT),
do Exército Brasileiro.
Leia também Exército
Avança com o Programa VBTP-MR
DEFESA@NET - Os objetivos do EB com o programa VBTP-MR?
Gen. Darke Nunes – O Exército
reestruturou algumas áreas de doutrinas e
formas de emprego de seu material. O projeto da
Viatura
Blindada de Transporte de Pessoal, Médio
de Rodas (VBTP-MR) vem ao encontro
dessa necessidade atual, complementando e substituindo
o material. Salienta-se que o projeto é precursor
de uma gama variada de Viaturas Blindadas Média
de Rodas, e que também pretende-se fabricar
versões de Reconhecimento, Posto de Comando
, Ambulância, Socorro, Morteiro, Comunicações,
Diretora de Tiro e Oficina.
DEFESA@NET - Haverá uma alteração
no cronograma da VBTP – MR?
Gen. Darke Nunes – O cronograma inicial,
que ainda está firme, compreende 24 meses
para o desenvolvimento e fabricação
de 1 protótipo e mais 24 meses, dois anos,
para avaliação e fabricação
de um lote-piloto de 16 viaturas. Em princípio,
não existe qualquer intenção
de se alterar ou postergar-se o cronograma acordado
com a FIAT / IVECO. Inclusive, o presidente da IVECO,
realizou, no início de março, em Minas
Gerais, na Matriz da FIAT no Brasil, a reunião
de início (Kickoff) do projeto, sendo também
recebido pelo Exmo Sr Comandante do Exército
na data de 27 de fevereiro de 2008.
DEFESA@NET - O parque de viaturas Urutu e Cascavel
terá uma modernização maior
ou seguirá no programa de revitalização
empreendido no Arsenal de Guerra de São Paulo?
Gen. Darke Nunes – O Exército,
atualmente, não pretende aumentar o rimo
dos trabalhos de revitalização das
viaturas Urutu / Cascavel que vem sendo realizado,
diga se passagem, primorosamente, pelo Arsenal
de Guerra de São Paulo (AGSP).
Mas essa situação pode evoluir dependendo
dos acontecimentos internacionais ou nacionais em
que o Exército seja chamando atuar.
Recentemente, tivemos que adaptar
várias viaturas Urutu para emprego na Força
de Paz do Haiti com a colocação de
pá dolzer, torreta blindada, posição
elevada e blindada do motorista, preparação
de um Urutu UTI móvel, dentre outros serviços
menores. Também cabe destaque que estamos
sendo sondados constantemente pelos exércitos
de países amigos na avaliação
e possível recuperação de seus
blindados Urutu/Cascavel como no caso dos Exércitos
da Bolívia,
Suriname, Paraguai,
Uruguai e Equador.
DEFESA@NET - Qual a expectativa do EB no
programa VBTP-MR?
Gen. Darke Nunes – Como já
foi dito, a melhor possível. Esperamos que
seja o projeto inicial de toda uma família
de blindados médios de rodas que venha a
equipar todo o nosso Exército. Todos projetados
e fabricados em território nacional, com
as nossas características, para nossas doutrinas
e nossas hipóteses de emprego. Em suma, blindados
brasileiros.
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O
Gen Darke Nunes com o Diretor de Redação
de DEFESA@NET durante a
LAAD 2007 |
DEFESA@NET - Poderá haver alterações
significativas no pré-projeto do CTEx?
Gen. Darke Nunes – Todas as alterações
terão que obedecer aos estabelecido nos documentos
formais do projeto, ou seja os Requisitos
Operacionais Básicos – ROB; os Requisitos
Técnicos Básicos – RTB; e o
projeto Básico da VBTP – MR.
DEFESA@NET - A participação
da FINEP garantirá uma estabilidade financeira
ao projeto ao longo do desenvolvimento.
Gen. Darke Nunes – A FINEP é
vista como parceira na primeira fase do projeto
- Pesquisa e Desenvolvimento de tecnologias ainda
não dominadas no país, como exemplo
a blindagem. A primeira fase do projeto será
desenvolvida nos dois primeiros anos. Tanto a FINEP
como o Exército estão descentralizando
recursos orçamentários para o projeto,
garantindo assim, maior estabilidade financeira
ao mesmo.
DEFESA@NET - Como será desenvolvida
a parte da blindagem já que é um sub-programa
do VBTP-MR?
Gen. Darke Nunes – Com a participação
vários órgão de pesquisas nacionais
e internacionais, do Exército e fora dele.
DEFESA@NET - As experiências recentes
do EB no Haiti e outros TOs serão incorporadas
ao veículo de que forma?
Gen. Darke Nunes – A nossa doutrina
é dinâmica e busca uma constante atualização.
É previsto no projeto a participação
de oficiais combatentes juntos dos engenheiros militares
para garantir a interação emprego/técnica.
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Mock-up
da VBTP-MR
apresentada na LAAD 2007 |
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