Portugal:
Tribunal de Contas inviabiliza
contrato para blindados
Pedro Manuel Monteiro
Correspondente Defesa@Net em Portugal
O
Tribunal de Contas não deu o visto necessário
para a efectivação do contrato de fornecimento
de 290 Viaturas Blindadas de Rodas (VBR) Pandur II para
o Exército e Corpo de Fuzileiros da Armada de Portugal.
O
concurso, lançado em 2003 na sequência da revisão
da Lei de Programação Militar (LPM), envolveu
três concorrentes - a Mowag com o Piranha III, a Patria
com o AMV e a Steyr-Daymler-Putch com o Pandur II. Após
cerca de um ano de negociações e um processo
polémico - que envolveu mesmo a exclusão da
Patria por atraso na apresentação da sua proposta
final - foi anunciada a vitória da proposta da Steyr
em Dezembro do ano passado. O contracto para 260 VBR Pandur
II foi, por fim, assinado em Fevereiro de 2005.
Segundo
o Jornal de Notícias, a decisão dos juízes
do Tribunal de Contas baseou-se nos problemas legais que
envolvem o financiamento do programa. Face a esta decisão,
o Ministério da Defesa poderá ser obrigado
a retomar as negociações deste que é
um dos maiores e mais importantes programas de reequipamento
das Forças Armadas. Segundo a mesma fonte, a solução
poderá passar ainda por uma portaria conjunta entre
o Ministério da Defesa e o Ministério das
Finanças que disponibilize as verbas necessárias
para o suprimento do diferencial entre o valor do contrato
e as verbas inscritas na LPM. Deste modo, fica também
em causa o anterior quadro de entregas que apontava para
que já em 2006 o Exército português
recebesse as primeiras VBR Pandur II.
Entretanto,
a finlandesa Patria pondera um novo recurso com a vista
à reapreciação da sua proposta.