COBERTURA ESPECIAL - Africa - Geopolítica

07 de Agosto, 2014 - 11:15 ( Brasília )

EUA vão oferecer até US$550 mi para forças de paz africanas


Phil Stewart


Os Estados Unidos anunciarão nesta quarta-feira planos para investir 110 milhões de dólares anuais ao longo dos próximos três a cinco anos para ajudar nações da África a desenvolver forças pacificadoras que possam se mobilizar rapidamente para conter ameaças militantes e outras crises, afirmou uma autoridade do governo Obama à Reuters.

O presidente Barack Obama deve revelar o programa durante o terceiro dia de uma cúpula com chefes de Estado africanos em Washington, assim como outro plano norte-americano para aplicar 65 milhões de dólares, inicialmente, para reforçar as instituições de segurança em Gana, Quênia, Mali, Níger, Nigéria e Tunísia, informou a autoridade.

Os EUA ainda irão fazer parcerias com Senegal, Gana, Etiópia, Ruanda, Tanzânia e Uganda para fomentar forças de reação rápida, que estarão de prontidão para agir conjuntamente com missões da Organização das Nações Unidas (ONU) ou da União Africana, declarou o funcionário do governo.

“Com o passar do tempo, vimos forças pacificadoras cada vez mais habilidosas atuando para lidar com crises em todo o continente”, disse a fonte à Reuters, falando sob condição de anonimato.

“Mas ainda existe uma lacuna no apoio sistemático destas forças de paz para ajudá-las a se mobilizar com mais rapidez e se sustentar melhor quando estiverem em ação.”

Da Somália ao Sahel, os EUA têm ampliado seu apoio a esforços militares liderados pelos africanos para conter militantes islâmicos, mas sem se envolver diretamente nos conflitos.

O país diz ter treinado mais de 250 mil soldados e policiais africanos para operações de manutenção da paz da ONU e da União Africana, e recentemente enviou uma equipe de especialistas para ajudar a Nigéria a procurar as mais de 200 estudantes raptadas pelo grupo islâmico Boko Haram.

Os novos fundos irão reforçar os esforços militares norte-americanos na África durante o próximo ano fiscal, que começa em outubro. Ao contrário de outros financiamentos, estes serão direcionados à garantia de reações rápidas a crises emergentes, investindo nos recursos das nações africanas.

“Teremos treinamentos aprimorados, especialmente no preparo dos treinadores e de unidades especializadas”, acrescentou a fonte do governo.

Outro programa revelado por Obama, apelidado de Iniciativa de Segurança de Governança, terá como meta fortalecer as instituições em países africanos para lidar com uma variedade de temas, entre eles a segurança de fronteiras.