COBERTURA ESPECIAL - Mão Amiga - Terrestre

27 de Junho, 2017 - 10:50 ( Brasília )

Segunda fase da Operação "Cabo Orange"


Entre os dias 16 e 20 de junho, o Comando Militar do Norte (CMN) desencadeou a segunda fase da Operação Cabo Orange, no município de Oiapoque e em seus distritos, localizado no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana Francesa.

Com o objetivo principal de coibir crimes transfronteiriços, foram empregados mais de 420 militares e 100 agentes de órgãos de segurança pública. As ações ocorreram em conjunto com as Forças Armadas Francesas e a Legião Estrangeira, desenvolvendo atividades noturnas e diurnas pelo Rio Oiapoque, por rodovias e com sobrevoos na região.

O Senhor Genilson de Sousa, 33 anos, pescador que reside em Vila Vitória, um dos distritos de Oiapoque, afirmou sentir-se seguro com essas ações desenvolvidas pelo Exército na área. “Evita muitas coisas, como o tráfico e faz parar um pouco a ação na fronteira”, analisa o morador. Em frente a sua residência, foi montado um posto de bloqueio e controle fluvial que, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), fiscalizava embarcações para análise de documentos e produtos que poderiam estar ilegais.

Durante a mobilização, militares e agentes públicos trabalharam para coibir os principais crimes transfronteiriços, como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais. Além do IBAMA, integrantes da Polícia Militar do Amapá, da Polícia Rodoviária Militar, da Receita Federal e de outros órgãos de segurança pública acompanharam as ações.

Participaram da atividade militares de quatro Unidades operacionais diretamente subordinadas ao CMN: o Comando Fronteira Amapá/34º Batalhão de Infantaria de Selva (Cmdo Fron AP/34° BIS); o 2º Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS) e a 15ª Companhia de Polícia do Exército (15ª Cia PE), ambos de Belém (PA); e o 24º Batalhão de Infantaria Leve (24º BIL), de São Luís (MA). Além disso, também estiveram em atuação integrantes da 23ª Companhia de Comunicações de Selva (23ª Cia Com Sl), de Marabá (PA); e da 23ª Brigada de Infantaria de Selva.

Ações cívico-sociais

Mais que o combate aos ilícitos, a Operação Cabo Orange contemplou, ainda, ações cívico-sociais (ACISO), que consistiram em atividades que incluíram atendimento médico, odontológico e hospitalar em locais que concentram famílias carentes, na área de operações.

Durante as ACISO, houve a presença da banda de música do Cmdo Fron AP/34° BIS com apresentações. O público também assistiu a uma demonstração de emprego e de atividades militares, como instruções de obtenção de fogo e água em área de selva, e acompanhou uma exposição de equipamentos empregados pelo Exército.

Logística

A tropa do 24º BIL iniciou seu deslocamento de São Luís, no Estado do Maranhão, em 11 de junho, com destino à área de operações, totalizando cerca de dez horas de percurso. No dia seguinte, uniu-se com a tropa do 2º BIS, da 15ª Cia PE e da 23ª Cia Com Sl, que fizeram o deslocamento entre Belém e Macapá no navio Auxiliar Pará, da Marinha do Brasil, durante 44 horas.

Em 15 de junho, com os militares do Cmdo Fron AP/34° BIS, todas essas tropas deslocaram-se por quase 600 quilômetros de estrada, sendo 112 quilômetros não asfaltados, até Clevelândia do Norte, em comboio que durou 16 horas.

Com o término da Operação, deu-se o caminho inverso, com deslocamento iniciado em 21 de junho.



Fotos: CMN / EB


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