ABGE  - Associação Brasileira de Guerra Eletrônica

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Defesanet. 2º Dezembro 2003

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DESENVOLVIMENTOS DE GUERRA ELETRÔNICA NO BRASIL
OS PROJETOS DE GUERRA ELETRÔNICA NA
MARINHA DO BRASIL
Parte III

A NOVA GERAÇÃO: O MAGE ET/SLR-1 "DEFENSOR" E O CME ET/SLQ-2 (CME-2)


Em 1995, durante o processo de escolha do equipamento de MAGE do Submarino "Tikuna", o quinto da Classe "TUPI", chegou-se a conclusão de que a opção mais adequada seria adquirir o AR-900 produzido pela firma norte-americana ARGOSystems (atualmente EDO RSS). Um dos principais motivos dessa escolha foi que a referida firma se prontificou a trabalhar lado a lado com o IPqM e a firma brasileira ELEBRA para produzir no país uma nova linha de equipamentos da Guerra Eletrônica.

Foi necessária uma estratégia muito bem conduzida pela DSAM e pelo IPqM para varrer as incertezas que poderiam surgir nessa empreitada. Muitos cépticos, no início, questionaram a validade do trabalho e enfatizavam que o custos desses sistemas seria proibitivo, assim como seus prazos de fabricação. Contudo, o tempo mostrou que todos os argumentos daqueles que não acreditavam no projeto eram falaciosos.

Uma visão do MAGE ET/SLR-1 na Fragata Defensora (em homenagem

a qual se deve seu nome "Defensor") durante avaliações operacionais.


O MAGE "Defensor", o ET-SLR-1, mostrou, em recentes provas de mar, estar, ao menos, no mesmo nível de desempenho dos demais sistemas comerciais disponíveis no mercado. As vantagens quanto a manutenção e treinamento são óbvias pois todos os procedimentos de operação estão descritos em manuais em português, feitos sob medida para as necessidades da MB. Além disso, os tempos de reparo são sensivelmente menores pois o fabricante é nacional, mesmo em relação aos componentes importados. Apesar do bom trabalho, problemas internos da ELEBRA levaram a sua substituição pela empresa OMNYSYS, mas, felizmente, não houve qualquer quebra de continuidade. Hoje, o Defensor é considerado um dos orgulhos da MB. A intenção é padroniza-los e indica-los para equipar todos os novos meios da Marinha. Além dos equipamentos em si, a MB também desenvolveu o sistema Fênix, um banco de dados para prover os diversos MAGE da MB com bibliotecas de emissores adequadas.

Por outro lado, o CME ET/SLQ-2, chamado também de CME-2, foi terminado com sucesso em 2002. Suas respostas em testes de bancada e em raia aberta no IPqM foram excelentes. A partir de agora, ele deverá ser instalado provisoriamente num Navio onde sofrerá avaliações operativas por cerca de 1 ano. A partir dos resultados apresentados, ele estará pronto para ser colocado em Navios da Frota da  Marinha do Brasil.

- F I M -

Exemplos da pujança da construção naval no Brasil. No sentido anti-horário a partir de uma Fragata da Classe "Niterói", a esquerda, apresenta-se uma Corveta da Classe "INHAÚMA" equipada com o CME 1 e um Submarino da classe "TUPI" em construção no AMRJ. Esse estaleiro também constrói Navios Patrulhas e realiza uma vasta gama de serviços de manutenção para Navios de diversas nacionalidades.

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