13 novembro 2009
11h19 min
 
 

 

 

 

Operação Laçador

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Kaiser Konrad

O exercício será a maior simulação de guerra convencional da América Latina. Usina Hidrelétrica de Itá será ocupada por Forças Estratégicas.

Começa na próxima semana o maior exercício combinado de guerra convencional realizado na América Latina neste ano. A Operação Laçador é conduzida pelo Ministério da Defesa e vai acontecer entre os dias 16 e 27 de novembro nos três Estados da região sul.

Mais de 8 mil homens do Exército, Marinha e Aeronáutica vão simular o emprego de 85 mil militares, efetivo que seria necessário no mesmo cenário numa situação real. A força combinada está sob o comando do General de Exército José Carlos De Nardi, Comandante Militar do Sul.

Em sua concepção estratégica a operação Laçador simula uma guerra entre duas nações fictícias: a Amarela e a Verde. O País Amarelo está situado na metade ocidental do Rio Grande do Sul. A nação vem enfrentando uma crise energética causada pelo esgotamento de seus campos petrolíferos. Sérias manifestações inflamadas pelos ideais nacionalistas de um governo populista provocaram o recrudescimento nas relações com o País Verde, que vive um clima de prosperidade econômica.

Neste contexto, a Armada Amarela ocupa a zona do campo petrolífero da Bacia de Chuí, no Oceano Atlântico, dentro das águas territoriais do país Verde. O Comando de Defesa Aeroespacial Verde entra em Estado de Alerta nível 3, momento em que as principais unidades de aviação de caça, reconhecimento, transporte e ataque são desdobradas para a Base Aérea de Canoas.

Por ser o país agressor o Amarelo perde o apoio internacional e o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova e legitima uma ação militar Verde para defesa do seu território. A Força Tarefa Combinada Rio Grande desloca uma frota de navios à área da Bacia de Chui enquanto a Força de Submarinos segue para o litoral Amarelo com a missão de negar o uso do mar às embarcações que ainda estão nos portos.

Os serviços de Inteligência Verdes informam que forças regulares amarelas planejam ocupar as instalações da Usina Hidrelétrica Binacional, situada na fronteira e controlada pelos dois países. A usina é uma instalação estratégica responsável por abastecer grande parte da nação Verde, principalmente seus centros urbanos e econômicos. Na operação Laçador, esta usina está representada pela Hidrelétrica de Itá, localizada na dividas do Rio Grande do Sul com Santa Catarina.

Com a autorização do Presidente da República Verde, as Forças Armadas iniciam o contra-ataque. A ofensiva aérea dá início à guerra. A Força Aérea bombardeia as principais pistas de pouso e bases amarelas para garantir a superioridade no céu do inimigo.

Simultaneamente, a Brigada Aeromóvel (12º Brigada de Infantaria Leve) realiza um assalto helitransportado e toma as instalações da Usina Hidrelétrica Binacional, numa ação muito similar à antecipada por Defesanet no ano passado (Ver - http://www.defesanet.com.br/missao/est/bil.htm). À retaguarda de Itá, uma parte do território Amarelo é ocupado pelos militares verdes. A ação é rápida e poucos dias depois o país amarelo se rende.

Cenário fictício – Situação real
Na região sul está localizada a Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, que produz cerca de 20% de toda energia que é consumida no Brasil. Ficar atento aos revezes políticos e a situação de tensão social no país vizinho é importante para o Brasil não ficar definitivamente às escuras.

“Estamos treinando nossa gente para a dissuasão. Que ninguém ultrapasse nossas fronteiras”, disse o Comandante Militar do Sul, General de Exército José Carlos De Nardi, durante entrevista coletiva de apresentação da Operação Laçador.

No ano passado o Paraguai se sentiu provocado com as manobras realizadas na fronteira comum, e principalmente pelas declarações do General Elito, então comandante do CMS, que disse poder ocupar a usina de Itaipú se Lula ordenasse. Na época, as Forças Armadas do Paraguai chegaram a ser postas em alerta ante a uma hipotética invasão brasileira.

A mensagem passada por nossos militares foi entendida. Os movimentos campesinos paraguaios apoiados pelos MST brasileiro decidiram que a ocupação de Itaipú como forma de manifestação ou para empreender ações terroristas como a realizada em Tucuruí não seria fácil e nem interessante, pois provocaria um imenso problema que o Paraguai não seria capaz de resolver.

:: Operação Fronteira Sul 2008 Presença e Dissuasão

-> Entrevista com o Comandante Militar do Sul
http://www.defesanet.com.br/eb1/gen_elito.htm

-> DNTV – 5º BIL faz assalto aeromóvel
http://www.defesanet.com.br/dntv/09_23Dez08.htm


:: Missão Paraguai

1 – Futuro dos brasiguaios é incerto
http://www.defesanet.com.br/missao/py/mat_1.htm

2 - Tensão na Fronteira: questão brasiguaia é uma bomba prestes a explodir
http://www.defesanet.com.br/missao/py/mat_2.htm

3 - Camponeses planejam lutar por reivindicações históricas
http://www.defesanet.com.br/missao/py/mat_3.htm

Energia e Defesa
http://www.defesanet.com.br/noticia/defesaeenergia.htm

Defesanet voa nas asas da Aviação de Patrulha da FAB
http://www.defesanet.com.br/missao/pat/1.htm



     
 
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