Era uma tarde chuvosa de sexta-feira em Florianópolis
e o Águia 2 estava de sobreaviso em frente
ao hangar. Os policiais militares se ocupavam das
tarefas administrativas quando pelo rádio vem
o acionamento: ¬ Águia, é COPOM,
solicitamos o resgate de policial ferido. Imediatamente
a tripulação corre em direção
à aeronave, dá partida no motor e inicia
o deslocamento. Já sobre a cidade o helicóptero
do Batalhão de Aviação da Polícia
Militar de Santa Catarina recebe a informação
que o policial ferido já está sendo
conduzido ao hospital. Após pousar numa área
descampada, seus tripulantes se equipam com fuzis
e se engajam numa nova missão: empreender uma
caçada aérea aos criminosos.
Uma hora mais tarde outro chamado do Centro de Operações
da PM catarinense colocou o Águia novamente
no ar. Após ser informada sobre um seqüestro
relâmpago a tripulação se dirigiu
à área e conseguiu interceptar e perseguir
um veículo suspeito até sua abordagem
pela viatura policial, numa demonstração
real de excelente coordenação entre
as equipes de terra e ar, colocando a PM de Santa
Catarina entre as mais profissionais e operacionais
do Brasil.
O
Batalhão de Aviação da Polícia
Militar de Santa Catarina está sediado no Aeroporto
Internacional de Florianópolis. No ano passado
foi reconhecido internacionalmente por ter estado
à frente da maior operação de
resgate e ajuda humanitária da história
do Brasil. Seu comandante é o Tenente Coronel
Milton Kern Pinto.
O BAPM SC possui 13 pilotos e está equipado
com dois helicópteros Esquilo B, um bimotor
Sêneca e dois monomotores Corisco. Suas aeronaves
estão baseadas nas Companhias de Florianópolis
(1ª) e Joinville (2ª). A principal característica
do batalhão de aviação catarinense
e que difere em relação a outras unidades
de aviação policial no país é
sua capacidade multimissão.
Todos os pilotos e tripulantes são treinados
e estão aptos a cumprir qualquer tipo de missão.
Para isso a aeronave carrega 98 kg de equipamentos
diversos que incluem itens de primeiros socorros,
maca, coletes à prova de balas, cadeiras de
rapel, cordas e pés de pato, fuzis IMBEL MD97
5.56mm, carabina Taurus CT 40, pistolas Ponto 40 e
outros materiais necessários ao cumprimento
de missões de salvamento e apoio policial,
sem que para isso tenha que retornar a base para troca
de tripulação e equipamento, ganhando
tempo no deslocamento á ocorrência, o
que pode representar a vida ou a morte para quem necessitada
de ajuda.
As principais missões realizadas pelo BAPM
SC são o resgate em altura, de vítimas
de acidentes de trânsito, salvamento aquático,
apoio a operações policiais e da Defesa
Civil, policiamento ostensivo, ambiental e no controle
de rebeliões em presídios.
“O acionamento das aeronaves pode ser feito
pelo próprio cidadão”, disse o
Ten Cel Kern. “Existe um telefone celular que
é entregue a cada co-piloto de sobreaviso,
e seu número é de conhecimento da população,
havendo a necessidade de algum resgate, a aeronave
pode ser diretamente deslocada para atender o chamado”.
Nas ocorrências que envolvem emergências,
a partir do momento do acionamento a equipe de sobreaviso
leva apenas três minutos para colocar a aeronave
em voo.
A PM de Santa Catarina pretende em breve adquirir
uma nova aeronave de asa rotativa. No futuro espera
instalar outras quatro companhias do batalhão
de aviação nas cidades de Balneário
Camboriú, Lages, Chapecó, e Criciúma,
equipando cada uma delas com ao menos um helicóptero.
Atividade
operacional
Radiopatrulhamento aéreo
em números
Desde 1992, o Batalhão de Aviação
da Polícia Militar de Santa Catarina já
voou mais de 20 mil horas; socorreu 8.500 pessoas,
atendeu a 22 mil ocorrências de acidentes de
trânsito, cumpriu mais de 500 missões
de patrulhamento ambiental, mil de apoio a Defesa
Civil/SC e 1.500 de atendimento clínico. Efetuou
a prisão de 720 pessoas em 7.200 missões
de patrulhamento ostensivo
