Comentário
da Semana de Gelio Fregapani
Assuntos: Meio ambiente
Recrudesce
a pressão
7/jul/09
– ONGs do aparato ambientalista internacional
e o Ministério Público abriram fogo contra
a construção das hidrelétricas
de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Encabeçada
pela Friends of the Earth, sediada na Holanda, ajuizaram
ações pedindo a anulação
das licenças ambientais já concedidas,
alegando falta de informações suficientes
sobre índios ‘isolados’.
O
Ministério Público eventualmente ajuda
a engessar a economia e o desenvolvimento ao encampar
as teses ambientalistas das ONGs. Isto faz com que a
sociedade perca a confiança que a instituição
deveria merecer como guardiã da ordem jurídica,
missão só possível se houver desenvolvimento.
Ao
invés de se preocupar com a política ambiental,
o MP deveria estar preocupado com a corrupção
governamental, com a violência urbana, com a barbárie
em que vivem os índios e com o tráfico
de drogas.
Na
OMC, os EUA e a União Europeia propuseram a criação
de uma lista com 43 produtos benéficos ao ambiente,
que teriam as suas tarifas comerciais eliminadas. A
lista não incluía o etanol mas sim tecnologias
e peças para painéis solares, equipamentos
para energia eólica e outros que eles desenvolvem.
As
novas regras da OMC têm ainda uma mensagem clara:
que o Brasil, a China e outros “emergentes”
terão que de acelerar os cortes de emissões
de carbono e outras imposturas do receituário
“verde” ou enfrentarão barreiras
socioambientais no mercado internacional. Uma amostra
desse "neoprotecionismo verde" pode ser aquilatada
na atual blitz contra o setor pecuário brasileiro
Em
Aquila
Aos
poucos, a realidade socioeconômica vai se impondo
sobre a ideologia baseada na farsa do aquecimento global
antropogênico. Os governos da China e da Índia
deixaram claro que não pretendem sacrificar seus
planos de desenvolvimento com as irreais e inúteis
reduções no uso de combustíveis
fósseis.
As
declarações sobre metas de emissões
adotadas na cúpula do G-8 desta semana, em Aquila,
Itália, devem ser recebidas com cautela. As restrições
às emissões de gases de efeito estufa
envolvem custos enormes em troca de ganhos incertos.
O enfraquecimento do consenso anticarbono é evidente.
A desaceleração global está forçando
a repensar se o controle de emissões justifica
o custo.
Me
enganem que eu gosto - Reunião do G8
Os
países mais industrializados concordaram em tentar
limitar o aumento da temperatura do planeta a este nível
até 2050. Os líderes do G8 acordaram que
os países desenvolvidos devem cortar suas emissões
de carbono em 80% até 2050, a fim de que a redução
global seja de 50%. Só não dizem como.
Talvez possam usar alguma energia alternativa, mas será
para inglês ver. Para nós, eles têm
a receita: Desmatamento zero; não mais hidrelétricas;
fim da agricultura e pecuária; nada de asfaltamento
de corredores de exportação; reflorestamento,
mas só com plantas nativas e depois... alguma
espécie de protetorado, para garantir o meio
ambiente
Me
enganem que eu gosto - ONGs
67
ONGs estrangeiras serão proibidas de atuar no
Brasil, por não terem se recadrastrado. Do total
das ONGs recadastradas, 27 têm como atividade
intermediar a adoção de crianças
brasileiras por estrangeiros. Outras 15 estão
ligadas a pesquisas científicas e ao meio ambiente,
atividades aparentemente inofensivas.
Do
grupo cadastrado não constam ONGs internacionalmente
conhecidas que atuam no Brasil, como a WWF e o Greenpeace.
Essas organizações foram criadas no exterior,
mas, como já estão nacionalizadas, não
precisaram se recadastrar e podem continuar atuando
normalmente no País.
Vacas
Sagradas na Índia, Arvores Sagradas na Amazônia
Do
arcebispo Dom Dadeus Grings, ao criticar o radicalismo
ambiental em conversa com a senadora Kátia Abreu
: “Assim como na Índia há vacas
sagradas, aqui no Brasil parece haver árvores
sagradas”.
Evolução
da Crise Financeira
Os
Estados Unidos foram a economia mais produtiva do mundo.
Até os anos 60 eram auto-suficientes em tudo.
Viciados em consumir, passaram de exportadores a maiores
importadores de tudo. De credores a maiores devedores.
Há muito que o alto consumo americano é
sustentado pelo endividamento, sustentado por dólares
impressos em quantidades cada vez maiores. Hoje há
consenso de que foram criados mais dólares do
que bens, e que isto só funcionou enquanto os
demais o entesourassem, mas em algum momento a bolha
estouraria.
Precipitada
a crise, tentando dar fôlego à economia
americana, Washington imprime novos bilhões sem
lastro. Isto só pode piorar a situação.
Na reunião dos países do BRIC (Brasil,
Índia, China e Rússia), discutiu-se a
criação de nova moeda internacional como
alternativa ao dólar e moeda de reserva. Nada
se resolveu, mas ficou a idéia
Claro
que os Estados Unidos terão de reduzir ainda
mais drasticamente suas importações. Então,
os países que vivem de exportar para lá
ficarão engasgados. Milhões de chineses
perderão seus empregos. Brasil e Rússia
ficarão com suas exportações reduzidas
por falta de mercado. Pela primeira vez na história
da humanidade, mais de um bilhão de pessoas,
concretamente 1,02 bilhão, sofrerão de
subnutrição em todo o mundo”, adverte
a FAO.
Já
imaginaram as guerras e revoluções que
isto provocará?
Enquanto
isto, na Raposa
Reabrem-se
os processos contra as lideranças indígenas
da Sodiur, que haviam se oposto á demarcação
contínua. Ou é para neutralizar reações
ou é apenas vingança.
E no Governo
Com a saída do Mangabeira Unger perdemos um aliado.
Sua campanha para o desenvolvimento e fortalecimento
da Nação sempre apresentará algum
fruto.
Com
os tristes eventos no Senado, ressurge uma boa idéia:
Reduzir o número de senadores a um por Estado,
e designado pelo governador. Assim ele representaria
realmente o seu Estado
Até
a próxima semana, se Deus quiser.
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