As relações politico-militares Sino-Brasileiras
Nelson
Düring
editor-chefe Defesa@Net
Junto com as relações comerciais e políticas
da América Latina, como um todo, e a China, está
a crescente presença de contatos militares.
Assim no ano de 2007, foram realizadas 18 visitas por
oficiais de alta-patente do Exército Popular
de Libertação da China (PLA) para 8 paises
da América Latina, cerca de 20 % das visitas
realizadas ao exterior. Em 2008 os números foram
similares - significando cerca de 20% das visitas realizadas
ao exterior por oficiais seniores do PLA.
As visitas de militares latino-americanos à China
totalizaram 7 e 4 em 2007 e 2008, respectivamente –
somente 10% e 7% de visitas de oficiais de alta-patente
ao PLA. Nenhum dos países da região fez
mais que uma visita à China. Entretanto oficiais
seniores do PLA são freqüentes visitantes
à região realizando um total de visitas
nos anos de 2007 e 2008: 8 visitas ao Chile, 5 à
Argentina, 5 ao México, 4 na Venezuela, 4 à
Cuba, 3 ao Brasil e 2 ao Ecuador.
A
próxima visita do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva à China, nos dias 18 a 20 de maio
de 2009, pode trazer mais luz sobre os contatos militares
sino-brasileiros. Invariavelmente a passagem de representantes
militares chineses têm sido recebidos pelo presidente
Luiz Inácio. No último teve a presença
do Ministro Nelson Jobim, quando foi divulgado que visitaria
a China em uma próxima oportunidade.
Como aconteceu com o o vice-presidente
da Comissão Central Militar da China, General
Xu Caihou, em 27 de Novembro de 2008. E
também o Ministro
da Defesa da China General Cao Gangchuan,
em 2004.
O
Almirante Moura Neto comandante da Marinha do Brasil
foi convidado para as comemorações dos
60 anos da Marinha do Exército Popular
de Libertação da China. As
festividades incluindo a Parada Naval de Gala, realizada
nas costas da província de Shandong na tarde
do dia 23 de Abril, teve a participação
do navio brasileiro G-29 Garcia d´Ávila.
No mês de Novembro de 2008 a República
Popular da China divulgou o "Documento sobre a
Política da China à América Latina
e Caribe" que no seu capítulo 7 detalha
especificamente: "7 - China deseja aumentar intercâmbio
e cooperação militar e judicial com América
Latina e Caribe".
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