Nota
Defesa@Net
ARES Enfatiza o sue Core Business
A
empresa ARES contatou Defesa@Net para enfatizar
o foco do seu “core business”.
Não há intenção
da empresa de entrar no ramo de armas leves.
Assim não procedem as informações
reportadas no artigo sobre a MKE (Makina
ve Kimya Endüstrisi Kurumu), empresa
estatal turca para a produção
de armamentos equivalente à nossa
IMBEL. Baseado em fontes da empresa MKE
foi informado que a ARES produziria algumas
armas leves sob licença no Brasil.
Publicado
Boletim D@N 24 Abril 2009 - Link
|
A
Makina ve Kimya Endüstrisi Kurumu (MKE),
empresa estatal turca para a produção
de armamentos equivalente à nossa IMBEL,
compareceu a LAAD2009 apresentando in loco uma
grande variedade de armas leves produzidas pela
empresa, desde cópias de famosas pistolas,
tais como a italiana Beretta 92F e a tcheca CZ
75, até uma cópia da famosa metralhadora
de emprego geral alemã MG3 (a famosa MG42
da 2ª Guerra Mundial transformada para o
calibre 7,62x51mm OTAN), passando por toda a linha
de submetralhadoras e fuzis de assalto roller-lockers
da Heckler und Koch., produzidos de maneira licenciada
naquele país.
Em posição
de destaque no estande se encontrava o fuzil de
assalto T50. Este produto é, na realidade,
uma reedição do conhecido Heckler
und Koch HK33, bem conhecido por estas bandas
por se tratar do fuzil de assalto padrão
da infantaria da Força Aérea Brasileira.
O T50, na forma apresentada na LAAD2009, na verdade
traduz-se num HK33 com algumas modificações
que objetivam torná-lo uma arma mais atual,
mas que não chegam o ponto de aproximá-lo
do excelente Heckler und Koch G41.
O T50 tem um comprimento
de 920mm e um cano de 390mm, pesando 3,6kg vazio.
Funciona através do conhecido sistema de
trancamento do ferrolho por roletes (roller-lock)
empregado pela grande maioria das armas produzidas
pela Heckler und Koch até meados da década
de 90 do século passado, sendo alimentado
por um carregador de polímero translúcido
com capacidade de 30 cartuchos com construção
e características muito similares àquelas
dos carregadores utilizados pelo fuzil de assalto
H&K G36, contando, inclusive, com o sistema
de encaixes que permite que se prendam os carregadores
lado a lado (stacking). Ele emprega o conhecido
seletor de tiro SEF característico das
submetralhadoras MP5 de primeira geração
e a tradicional alavanca de manejo posicionada
na lateral superior esquerda, logo acima do cano,
fazendo uso também do conhecido sistema
de miras com alça do tipo tambor giratório
com quatro posições para diferentes
alcances (100, 200, 300 e 400m) e massa fixa protegida
"ghost ring". Os detalhes que lhe emprestam
um ar de modernidade são o trilho Picatinny
localizado sobre a caixa de culatra, que permite
o emprego de diversos sistemas de miras óticas
diurnas e noturnas, e a coronha fixa com regulagem
de comprimento idêntica à do fuzil
de assalto HK416. Fica evidente a ausência
de alguns detalhes já presentes no antigo
G41, e que tornavam esta arma superior ao HK33,
tais como o botão de trancamento auxiliar,
que permite que seja feito o trancamento do ferrolho
manualmente quando sob condições
extremas, a tampa da janela de ejeção,
que mantém o mecanismo mais protegido dos
elementos externos, o retém do ferrolho,
que faz com que o ferrolho permaneça aberto
após o último disparo do carregador,
além do módulo seletor de tiro com
as posições segurança, semi-automático,
burst e automático.
Até
aí não parece uma grande novidade
em termos de fuzil de assalto: apenas um HK33
fabricado sob licença na Turquia com algumas
poucas modificações para aproximá-lo
das armas da atual geração. Mas
tudo muda de figura quando descobrimos que a referida
arma está sendo oferecida para ser produzida
sob licença pela ARES do Brasil, juntamente
com a cópia licenciada da submetralhadora
Heckler und Kock MP-5 A3, para atender ao eventual
programa de substituição dos fuzis
FAL do Exército Brasileiro.
Os preços anunciados pela
MKE são de US$ 1.200,00 para o T50 e US$
1.000,00 para a MP-5 A3, ou seja, metade do que
se pagaria pelos originais fabricados na Alemanha
Crédito
das fotos: Alexandre Beraldi
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