Defesa@Net 20 Abril 2009
Atualizado 24 Abril 2009
LAAD 2009

MKE

Alexandre Beraldi

Nota Defesa@Net
ARES Enfatiza o sue Core Business

A empresa ARES contatou Defesa@Net para enfatizar o foco do seu “core business”. Não há intenção da empresa de entrar no ramo de armas leves. Assim não procedem as informações reportadas no artigo sobre a MKE (Makina ve Kimya Endüstrisi Kurumu), empresa estatal turca para a produção de armamentos equivalente à nossa IMBEL. Baseado em fontes da empresa MKE foi informado que a ARES produziria algumas armas leves sob licença no Brasil.
Publicado Boletim D@N 24 Abril 2009 - Link

A Makina ve Kimya Endüstrisi Kurumu (MKE), empresa estatal turca para a produção de armamentos equivalente à nossa IMBEL, compareceu a LAAD2009 apresentando in loco uma grande variedade de armas leves produzidas pela empresa, desde cópias de famosas pistolas, tais como a italiana Beretta 92F e a tcheca CZ 75, até uma cópia da famosa metralhadora de emprego geral alemã MG3 (a famosa MG42 da 2ª Guerra Mundial transformada para o calibre 7,62x51mm OTAN), passando por toda a linha de submetralhadoras e fuzis de assalto roller-lockers da Heckler und Koch., produzidos de maneira licenciada naquele país.

Em posição de destaque no estande se encontrava o fuzil de assalto T50. Este produto é, na realidade, uma reedição do conhecido Heckler und Koch HK33, bem conhecido por estas bandas por se tratar do fuzil de assalto padrão da infantaria da Força Aérea Brasileira. O T50, na forma apresentada na LAAD2009, na verdade traduz-se num HK33 com algumas modificações que objetivam torná-lo uma arma mais atual, mas que não chegam o ponto de aproximá-lo do excelente Heckler und Koch G41.

O T50 tem um comprimento de 920mm e um cano de 390mm, pesando 3,6kg vazio. Funciona através do conhecido sistema de trancamento do ferrolho por roletes (roller-lock) empregado pela grande maioria das armas produzidas pela Heckler und Koch até meados da década de 90 do século passado, sendo alimentado por um carregador de polímero translúcido com capacidade de 30 cartuchos com construção e características muito similares àquelas dos carregadores utilizados pelo fuzil de assalto H&K G36, contando, inclusive, com o sistema de encaixes que permite que se prendam os carregadores lado a lado (stacking). Ele emprega o conhecido seletor de tiro SEF característico das submetralhadoras MP5 de primeira geração e a tradicional alavanca de manejo posicionada na lateral superior esquerda, logo acima do cano, fazendo uso também do conhecido sistema de miras com alça do tipo tambor giratório com quatro posições para diferentes alcances (100, 200, 300 e 400m) e massa fixa protegida "ghost ring". Os detalhes que lhe emprestam um ar de modernidade são o trilho Picatinny localizado sobre a caixa de culatra, que permite o emprego de diversos sistemas de miras óticas diurnas e noturnas, e a coronha fixa com regulagem de comprimento idêntica à do fuzil de assalto HK416. Fica evidente a ausência de alguns detalhes já presentes no antigo G41, e que tornavam esta arma superior ao HK33, tais como o botão de trancamento auxiliar, que permite que seja feito o trancamento do ferrolho manualmente quando sob condições extremas, a tampa da janela de ejeção, que mantém o mecanismo mais protegido dos elementos externos, o retém do ferrolho, que faz com que o ferrolho permaneça aberto após o último disparo do carregador, além do módulo seletor de tiro com as posições segurança, semi-automático, burst e automático.

Até aí não parece uma grande novidade em termos de fuzil de assalto: apenas um HK33 fabricado sob licença na Turquia com algumas poucas modificações para aproximá-lo das armas da atual geração. Mas tudo muda de figura quando descobrimos que a referida arma está sendo oferecida para ser produzida sob licença pela ARES do Brasil, juntamente com a cópia licenciada da submetralhadora Heckler und Kock MP-5 A3, para atender ao eventual programa de substituição dos fuzis FAL do Exército Brasileiro.

Os preços anunciados pela MKE são de US$ 1.200,00 para o T50 e US$ 1.000,00 para a MP-5 A3, ou seja, metade do que se pagaria pelos originais fabricados na Alemanha

 

Crédito das fotos: Alexandre Beraldi

Lateral direita do fuzil de assalto T50.
Lateral esquerda do fuzil de assalto T50.
Fuzil de assalto T50 e submetralhadora MP-5 A3, armas da MKE a serem produzidas no Brasil pela ARES.
Pistola Yavuz 16 Regard, cópia da italiana Beretta 92F.
Pistola Yavuz 16 Bora, uma interessante versão da Beretta 92F com a parte superior do ferrolho fechada.
Fuzis de assalto G3 fabricados pela MKE.
Metralhadora MG3 fabricada pela MKE.
 
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