Tecnologia
de caça francês não
envolve outros países, diz Dassault
O diretor da Dassault International do Brasil
Ltda., Jean-Marc Merialdo,
informou hoje, em audiência na Comissão
de Ciência e Tecnologia, que a França
não necessitará de autorização
de nenhum outro país para vender caças
Rafale ao Brasil, pois domina toda a tecnologia
para criação e evolução
desses aviões.
O
Brasil está negociando com a França
a compra de 36 aviões de combate Rafale.
Esse avião foi criado nos anos 80 para
substituir sete aparelhos diferentes, entre
eles o Mirage 2000 e o Super Etendard. O caça
Grippen, da sueca Saab, e o F-18 Super Hornet,
da americana Boeing, concorrem com o Rafale
da Dassault. O governo brasileiro ainda não
decidiu de quem comprará os aviões.
Merialdo
disse ainda que o governo francês autorizou
a Dassault a vender o Rafale e os sistemas de
manutenção do avião com
transferência de 100% da tecnologia.
Empresa sueca diz que transferirá
toda tecnologia pedida pelo País
O diretor da Saab no Brasil, Bengt Janér,
disse há pouco que a empresa irá
transferir toda a tecnologia pedida pela Aeronáutica
e pela Embraer se o País optar por comprar
os caças da Suécia. Além
disso, todas as aeronaves que serão compradas
pelo governo brasileiro serão produzidas
inteiramente no País.
O
Brasil pretende comprar 36 caças para
reaparelhar a Força Aérea Brasileira
(FAB) e avalia o Grippen, da Saab, o F-18 Super
Hornet, da americana Boeing, e o Rafale, da
francesa Dassault. Janér participa de
debate promovido pela Comissão de Ciência
e Tecnologia, Comunicação e Informática
para avaliar a tecnologia oferecida pelas interessadas.
A
Saab oferece também parceria com empresas
brasileiras para o desenvolvimento das aeronovaes
suecas. Pela proposta de Janér, 80% da
estrutura física de cada aeronovave será
construída no Brasil, inclusive das que
serão vendidas na Suécia. Além
disso, toda parte eletrônica dessas aeronaves
será produzida no Brasil.
Os
softwares serão produzidos em conjunto
pela Saab e pela Embraer, o que significa que
a empresa brasileira poderá, depois,
produzir esses softwares sem a presença
da Saab. A empresa sueca também se comprometeu
a instalar no país um laboratório
de tecnologia supersônica e outro para
desenvolver tecnologia eletrônica.
Boeing
promete transferir tecnologia
e montar caças no Brasil
O vice-presidente da Boeing, Robert
Gower, disse há pouco que os
EUA vão transferir toda tecnologia do
caça F-18 Super Hornet para o Brasil,
se o País resolver comprar os 36 caças
reaparelhar a Força Aérea Brasileira
(FAB) da empresa americana.
Concorrem
com o Super Hornet, o Gripen, da sueca Saab,
e o Rafale, da francesa Dassault. Segundo Gower,
a aeronave da Boeing é mais moderna,
econômica e segura das Três.
O
vice-presidente da empresa norte-americana participa
de debate promovido pela Comissão de
Ciência e Tecnologia, Comunicação
e Informática sobre a transferência
de tecnologia no processo de compra dos aviões.
A
Boeing também prometeu transferir tecnologia
para manutenção dos Super Hornet
e montar os aviões no Brasil. As peças
das aeronaves serão importadas.
A
decisão norte-americana de transferir
tecnologia é inédita. Desde o
fim da 2ª Guerra Mundial, os EUA não
transferiam tecnologia de nenhum equipamento
militar em operação para outro
país, no máximo ofereciam parceria
para manutenção e uso. O congresso
americano já aprovou a transferência
de tecnologia.
A
Boeing também se comprometeu a construir
um laboratório no Brasil para desenvolver
tecnologia para construir aviões invisíveis
a radares.