Jatos
Rafale têm tecnologia dos EUA,
admite ministro francês
Hervé Morin afirma, no entanto,
que seria problema par
a a futura comercialização das
aeronaves pelo Brasil
Agência
Brasil
BRASÍLIA - Os aviões de combate
Rafale, que o Brasil poderá comprar da
França, têm equipamentos com tecnologia
dos Estados Unidos, o que poderia ser um entrave
para o governo brasileiro vender os aviões
a outros países no futuro. A informação
foi divulgada pelo ministro de Defesa da França,
Hervé Morin, que se encontrou nesta terça-feira,
3, com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. A
Embraer foi impedida de exportar seus aviões
Supertucanos à Venezuela, porque as aeronaves
tinham equipamentos norte-americanos.
No entanto,
Morin disse que isso não seria um problema
para uma futura comercialização
das aeronaves pelo Brasil. "Existem em
todos os programas, componentes muito pequenos,
que chamamos de tijolos. Em um mundo globalizado,
sempre vai ter, dentro dessa complexidade tecnológica
toda, um pequeno detalhe que pode vir sim do
país mencionado", disse o ministro
francês.
Segundo ele,
a parceria entre os dois países é
mais profunda: "Quando falamos de transferência
tecnológica e parceria industrial, é
outro assunto. Nessa parceria que estamos querendo
começar com o Brasil, a indústria
brasileira vai obter a capacidade para desenvolver
seus próprios programas. Com isso, a
gente vai proporcionar à indústria
brasileira um salto tecnológico muito
grande".
O ministro francês
destacou que a venda dos 36 aviões Rafale,
produzidos pela Dassault, não são
uma ação isolada. "Essa parceria
estratégica que estamos mantendo com
o Brasil interessa a todos os países
da América Latina. Essa parceria, em
primeiro lugar, é política, expressando
o desejo da França e do Brasil de trazer
respostas conjuntas aos grandes problemas mundiais",
afirmou.